quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Melhor ainda se alguém ler

De repente, tudo me pareceu tão pequeno! Todas estas palavras num círculo de poucos seletos (ou melhor, auto-seletores) deste jeito pequeno de escrever, querendo ser tão grande.
Se reparar bem, estes blogs circulares têm um tanto em comum, mesmo surgindo de cabeças tão diferentes. Na verdade, acho que são as cabeças que se parecem, o resto, as coraçonisses, são diferentes. E como as cabeças que guardam o código das letras, os textos, às vezes, se parecem.
Às vezes, palavras demais são exagero, palavras desbocadas são estorvo no fluído. Às vezes, palavras de menos são pretensão e palavras seletas são máscara (como nesta frase).
Talvez não seja preciso uma combinação harmonicamente desarmônica pra se alcançar um efeito excepcional. Talvez o êxito destes grandes pequenos escritores seja a graciosidade dos seus motivos, objetivos e ânsias de escrever.

Ou ainda, talvez, isso seja tudo fruto de um de repente que às vezes se faz presente por aqui, querendo contestar por-quê-cargas-d’água insistimos nesse vício blogueiro. (É que, às vezes, esqueço que nem sempre é pelo resultado, mas pelo sentido - porque mesmo que o sol não brilhe, me faz tão bem escrever! Ainda que ninguém leia).

Um comentário:

alguém disse...

alguém leu... e concordou com tudo o que você disse.